Para escrever

com Tarso de Melo, Flávia Péret, Taís Bravo, Laura Cohen, Patrícia Lino, Veronica Stigger, Euler Lopes, Luiza Romão e nina rizzi

9 perspectivas sobre as oficinas de escrita

terças e quintas, das 19h às 21h, online, via Zoom

Oficinas de escrita têm sido um importante lugar de acolhimento e formação para pessoas que desejam escrever, além de serem espaços seguros para o estabelecimento de comunidades criativas em torno da literatura. Nesse percurso, teremos aulas com algumas pessoas pioneiras nos rumos das oficinas de escrita (criativa, acadêmica, poética, não-criativa), discutindo a própria formação, os desafios impostos pela mediação da escrita, bem como visões, metodologias, relações institucionais, exercícios, bibliografias, competências buscadas entre os participantes e saídas profissionais. Esse percurso está direcionado a professores, estudantes, pessoas em geral interessadas pela formação das oficinas, suas estruturas, métodos e didáticas possíveis. 

em parceria com

Encontros

Encontro com

laura cohen

O espaço Estratégias narrativas foi fundado em Belo Horizonte há 10 anos para oferecer oficinas, cursos e pesquisa a respeito da literatura, da criação literária e todas as artes em torno do texto e do livro. Nesses anos, passei por muitos problemas, muitos deles envolvendo questões éticas, acima de propostas estéticas. Na minha fala, pretendo percorrer a formação do ateliê de escrita – estrutura didática que criei e pratico há 13 anos com várias turmas – sobre a busca e estabelecimento de competências por alunos. Pretendo, também, mostrar alguns combinados, regras, estatutos de ateliê que evitam conflitos (ou auxiliam sua resolução) e contornam problemas que envolvem a autoestima dos participantes, a questão do dinheiro e do pagamento e sobretudo a formação de uma comunidade criativa funcional e afetuosa.

Encontro com

Tarso de Melo

Paixão, tensão, desvio

O quanto se pode compartilhar “tecnicamente” sobre escrita de poemas? O que fica de fora da oficina? O que significa a palavra “projeto” dentro do turbulento processo criativo da poesia? Até que ponto é possível planejar um livro de poemas? Até que ponto interessa planejá-lo? Em torno dessas questões fundamentais, vamos refletir sobre a experiência de lidar coletivamente com a aventura apaixonada da criação.

Encontro com

Euler Lopes

Desde 2016 dou oficinas de escrita criativa a partir do meu território, Sergipe. Foram inúmeras oficinas que buscaram possibilitar a experiência da escrita não só para escritores, mas todes que encontraram na literatura um campo de encontro, escuta e compartilhamento. A partir de exercícios práticos, essas oficinas promoveram ilhas de afetos onde pessoas de diversos locais do país se encontram para escrever juntas.  Nesse percurso, percebi que esses espaços para além da formação de escritores, permitem  encarar a literatura como um jogo – tal como no teatro – como um direito social inegociável e também como possibilidade de cura. Escrever numa oficina de escrita é para além do texto, para além da publicação, é um território de resistência e afeto.

Encontro com

nina rizzi

Como as oficinas de escrita criativa podem ser pensadas simultaneamente como:

  • prática de resistência cultural e fortalecimento de pertencimento;
  • espaço de pesquisa-criação;
  • lugar de formação literária e subjetiva?

Encontro com

Taís Bravo

Pesquisa, curadoria, leitura crítica e mediação são só algumas das frentes de trabalho envolvidas na realização de uma oficina de escrita criativa. Para além de um repertório literário e intelectual, atuar como mediadora de oficinas criativas demanda um trabalho criativo e emocional. É preciso sensibilidade, atenção e cuidado para criar um ambiente confortável e seguro para quem deseja escrever de forma coletiva. Acredito que há uma grande responsabilidade neste ofício, pois para se conectar com as pessoas participantes, conduzi-las através das leituras e instigar o exercício da escrita, tocamos quase sempre em um lugar muito íntimo. O cuidado ético que essa responsabilidade pressupõe atravessa todas essas frentes de trabalho, começa na nossa seleção de materiais de leitura e vai até o modo como comentamos e recebemos os textos produzidos durante as oficinas. Nessa fala irei compartilhar as etapas do desenvolvimento de uma oficina, demonstrando meu processo de pesquisa e curadoria, mas também discutindo o delicado trabalho de escuta da mediação. Assim, ao longo desse encontro, apresento a metodologia que desenvolvi em minha experiência de sete anos oferecendo oficinas e laboratórios de escrita criativa, tanto em formato virtual quanto presencial. Pretendo comentar a diferença entre produzir de forma autônoma esses espaços criativos e trabalhar em parceria com instituições, como o Sesc-Rio, Memorial às Vítimas do Holocausto Rio, Biblioteca Mário de Andrade e PACC-UFRJ. Além de dividir a experiência de participar do Arte da Palavra, maior circuito literário nacional promovido pelo Sesc Brasil, oferecendo oficinas presenciais e imersivas em municípios de diferentes regiões do país.

Encontro com

Patrícia Lino

Leitura, recriação e intermedialidade

Venho, ao longo da última década, inventando e explorando vários tipos de exercício de escrita criativa nas minhas aulas e oficinas. Interessam-me, sobretudo, os que, assentes nas ideias de passado e tradição, bem como de “não-originalidade”, se constroem a partir da leitura de outra(s) autora(s) e da recriação verbal, paródica ou intermedial.

Encontro com

Flávia Péret

Por uma didática da invenção

Desde que comecei meu trabalho, no campo da arte-educação, atuando em oficinas literárias, lanço mão dos jogos e dos procedimentos para disparar processos de escrita. Entendo o procedimento como uma estratégia para fugir da angústia da página em branco e de uma certa ideia, bastante romântica, de inspiração. Na nossa conversa, vou compartilhar um pouco desta experiência, construída ao longo dos últimos 15 anos, mostrando minhas principais referências e dividindo com os participantes o processo de pensar uma oficina de escrita.

Encontro com

Veronica Stigger

Toda narrativa de ficção se constitui a partir de alguns elementos fundamentais: o narrador, o ponto de vista, a personagem, o diálogo, a descrição. Nas oficinas de criação literária que ministro há mais de uma década, busco sempre trabalhar a partir de um desses elementos, tendo como norte o estudo de textos de autores clássicos e contemporâneos. A ideia é desenvolver, por um lado, uma leitura crítica de autores consagrados e, por outro, o exercício desses elementos elencados. 

Encontro com

luiza romão

O que é uma oficina de escrita? Como criar dispositivos pedagógicos para a orientação de processos criativos? O fazer literário é algo passível de ser aprendido? Na solitude da escrita, há pontos de comunhão e coletividade? Partindo da minha experiência como aluna e professora, irei compartilhar algumas dúvidas, provocações e caminhos que têm me atravessado neste ofício. Além do estudo de casos, discutiremos trechos do livro Gesto inacabado, de Cecília Almeida Salles, que mergulha exatamente nas reflexões sobre processo artístico, procedimento, intuição e pesquisa estética.

Encontro com

laura cohen

O espaço Estratégias narrativas foi fundado em Belo Horizonte há 10 anos para oferecer oficinas, cursos e pesquisa a respeito da literatura, da criação literária e todas as artes em torno do texto e do livro. Nesses anos, passei por muitos problemas, muitos deles envolvendo questões éticas, acima de propostas estéticas. Na minha fala, pretendo percorrer a formação do ateliê de escrita – estrutura didática que criei e pratico há 13 anos com várias turmas – sobre a busca e estabelecimento de competências por alunos. Pretendo, também, mostrar alguns combinados, regras, estatutos de ateliê que evitam conflitos (ou auxiliam sua resolução) e contornam problemas que envolvem a autoestima dos participantes, a questão do dinheiro e do pagamento e sobretudo a formação de uma comunidade criativa funcional e afetuosa.

Encontro com

Tarso de Melo

O quanto se pode compartilhar “tecnicamente” sobre escrita de poemas? O que fica de fora da oficina? O que significa a palavra “projeto” dentro do turbulento processo criativo da poesia? Até que ponto é possível planejar um livro de poemas? Até que ponto interessa planejá-lo? Em torno dessas questões fundamentais, vamos refletir sobre a experiência de lidar coletivamente com a aventura apaixonada da criação.

Encontro com

Euler Lopes

Desde 2016 dou oficinas de escrita criativa a partir do meu território, Sergipe. Foram inúmeras oficinas que buscaram possibilitar a experiência da escrita não só para escritores, mas todes que encontraram na literatura um campo de encontro, escuta e compartilhamento. A partir de exercícios práticos, essas oficinas promoveram ilhas de afetos onde pessoas de diversos locais do país se encontram para escrever juntas.  Nesse percurso, percebi que esses espaços para além da formação de escritores, permitem  encarar a literatura como um jogo – tal como no teatro – como um direito social inegociável e também como possibilidade de cura. Escrever numa oficina de escrita é para além do texto, para além da publicação, é um território de resistência e afeto.

Encontro com

nina rizzi

Como as oficinas de escrita criativa podem ser pensadas simultaneamente como:

> Prática de resistência cultural e fortalecimento de pertencimento;

> Espaço de pesquisa-criação;

> Lugar de formação literária e subjetiva?

Encontro com

Taís Bravo

Pesquisa, curadoria, leitura crítica e mediação são só algumas das frentes de trabalho envolvidas na realização de uma oficina de escrita criativa. Para além de um repertório literário e intelectual, atuar como mediadora de oficinas criativas demanda um trabalho criativo e emocional. É preciso sensibilidade, atenção e cuidado para criar um ambiente confortável e seguro para quem deseja escrever de forma coletiva. Acredito que há uma grande responsabilidade neste ofício, pois para se conectar com as pessoas participantes, conduzi-las através das leituras e instigar o exercício da escrita, tocamos quase sempre em um lugar muito íntimo. O cuidado ético que essa responsabilidade pressupõe atravessa todas essas frentes de trabalho, começa na nossa seleção de materiais de leitura e vai até o modo como comentamos e recebemos os textos produzidos durante as oficinas. Nessa fala irei compartilhar as etapas do desenvolvimento de uma oficina, demonstrando meu processo de pesquisa e curadoria, mas também discutindo o delicado trabalho de escuta da mediação. Assim, ao longo desse encontro, apresento a metodologia que desenvolvi em minha experiência de sete anos oferecendo oficinas e laboratórios de escrita criativa, tanto em formato virtual quanto presencial. Pretendo comentar a diferença entre produzir de forma autônoma esses espaços criativos e trabalhar em parceria com instituições, como o Sesc-Rio, Memorial às Vítimas do Holocausto Rio, Biblioteca Mário de Andrade e PACC-UFRJ. Além de dividir a experiência de participar do Arte da Palavra, maior circuito literário nacional promovido pelo Sesc Brasil, oferecendo oficinas presenciais e imersivas em municípios de diferentes regiões do país.

Encontro com

Patrícia Lino

Venho, ao longo da última década, inventando e explorando vários tipos de exercício de escrita criativa nas minhas aulas e oficinas. Interessam-me, sobretudo, os que, assentes nas ideias de passado e tradição, bem como de “não-originalidade”, se constroem a partir da leitura de outra(s) autora(s) e da recriação verbal, paródica ou intermedial.

Encontro com

Flávia Péret

 Desde que comecei meu trabalho, no campo da arte-educação, atuando em oficinas literárias, lanço mão dos jogos e dos procedimentos para disparar processos de escrita. Entendo o procedimento como uma estratégia para fugir da angústia da página embranco e de uma certa idéia, bastante romântica, de inspiração. Na nossa conversa, vou compartilhar um pouco desta experiência, construída ao longo dos últimos 15 anos, mostrando minhas principais referências e dividindo com os participantes o processo de pensar uma oficina de escrita.

Encontro com

Veronica Stigger

Toda narrativa de ficção se constitui a partir de alguns elementos fundamentais: o narrador, o ponto de vista, a personagem, o diálogo, a descrição. Nas oficinas de criação literária que ministro há mais de uma década, busco sempre trabalhar a partir de um desses elementos, tendo como norte o estudo de textos de autores clássicos e contemporâneos. A ideia é desenvolver, por um lado, uma leitura crítica de autores consagrados e, por outro, o exercício desses elementos elencados.

Encontro com

Luiza Romão

O que é uma oficina de escrita? Como criar dispositivos pedagógicos para a orientação de processos criativos? O fazer literário é algo passível de ser aprendido? Na solitude da escrita, há pontos de comunhão e coletividade? Partindo da minha experiência como aluna e professora, irei compartilhar algumas dúvidas, provocações e caminhos que têm me atravessado neste ofício. Além do estudo de casos, discutiremos trechos do livro Gesto inacabado, de Cecília Almeida Salles, que mergulha exatamente nas reflexões sobre processo artístico, procedimento, intuição e pesquisa estética.

9 perspectivas sobre as oficinas de escrita

POR R$ 960,00

em até 4 parcelas de R$ 240,00