Programa performativo, escrita e criação
A oficina propõe uma investigação prática sobre as relações entre performance e escrita, tomando o conceito de programa performativo, desenvolvido por Eleonora Fabião, como dispositivo para a criação de ações e de procedimentos de escrita. Ao longo de cinco encontros, as/os participantes serão convidadas/os a experimentar modos de escrever em, com, desde e junto de ações, compreendendo a página como espaço de acontecimento e a escrita como prática artística, corporal, relacional e investigativa. Cada encontro articula discussões conceituais, leitura compartilhada de textos, experimentações performativas, proposição de ações de escrita e partilhas coletivas dos processos desenvolvidos entre os encontros.
Programa performativo. Escrita performativa. Escrita como prática artística. Página como espaço de acontecimento. Corpo, linguagem e experiência. Interesse de investigação como motor da criação. Endereçamento da escrita. Procedimentos de criação em artes contemporâneas. Partilha crítica de processos artísticos. Ação, experiência e documentação.
A oficina será organizada em cinco encontros on-line intercalados por proposições práticas realizadas entre uma semana e outra. Em cada encontro haverá:
A oficina privilegia uma metodologia processual, entendendo que a investigação artística acontece tanto durante os encontros quanto nas experiências realizadas entre eles.

É artista, professor e pesquisador interdisciplinar. Atua na intersecção entre escrita, performance, artes visuais e teoria. Atualmente, é docente do Curso de Artes Visuais da PUCP-PR e participa de projetos artísticos e editoriais no campo das artes contemporâneas. É graduado em Jornalismo (PUC-PR) e Artes Cênicas (FAP), mestre em Filosofia (PUC-PR) e doutor em Artes da Cena (UFRJ), com orientação de Eleonora Fabião, tendo realizado estágio de pesquisa no México (UAM), orientado por Ileana Diéguez Caballero. Com publicações regulares no Brasil e no exterior, integra diversas antologias e é autor, entre outros títulos, de "haverá festa com o que restar" (2018), "língua pele áspera" (2019), "AMÉRICA" (2020), "tudo o que leva consigo um nome" (2021) e "outra vez de novo" (2025). Em 2019, venceu o Prêmio da Biblioteca Nacional na categoria Poesia e foi finalista dos prêmios Rio de Literatura e Mix Literário. Desenvolve práticas coletivas de experimentação e colabora, em diferentes contextos, com distintas artistas, grupos, coletivos e redes – entre elas, a Selvática Ações Artísticas. Em sua trajetória, desenvolveu pesquisas interdisciplinares que articulam estética, performance, escrita e arte contemporânea, com ênfase em reflexões sobre gênero e raça. Algumas de suas obras integram o acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR).
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