Não-ficção criativa
às segundas-feiras, das 19h às 21h
Ao menos desde os anos 1970, a literatura vem sendo pensada muito além de seus aspectos puramente textuais. Ela se abriu a outras formas artísticas em combinações inúmeras, incorporando discursos que vão do jornalístico ao ensaístico, ora fundindo-se ao poético, ora integrando-se à “fábrica de realidade” que compõe os modos como narramos a contemporaneidade. Para diversos autores atuais, as fronteiras dos gêneros deixam de ser uma questão do fazer literário, tornando-se apenas rótulos que estruturam o mercado editorial.
Este curso, dividido em cinco encontros, propõe uma reflexão profunda sobre essas novas formas de narrativa. Combinando reflexão crítica e prática textual, o programa é destinado a quem deseja praticar formas de escrita não convencionais, explorando materiais pessoais, investigações e múltiplos arquivos. O objetivo é empreender uma escrita selvagem: uma escrita não catequizada ou “civilizada” pelas amarras de formas prévias.








1. Só garotos, Patti Smith
2. Flâneuse – Lauren Elkin
3. Em memória da memória, Maria Stepánova
4. A exposição, Nathalie Léger
5. Exploração, Gabriela Wiener
6. O retorno, Hisham Mattar
7. O nervo óptico, María Gainza
8. A chamada, Leila Guerriero








1. Rosalind Krauss – “Escultura em Campo Ampliado”
2. Florencia Garramuño – Frutos estranhos
3. Josefina Ludmer – Aqui, América Latina
4. Ricardo Piglia – Um dia na vida – Os diários de Emilio Renzi
5. Pedrosa, Célia et al. Indicionário do contemporâneo
6. César Aira – Artforum
7. Rafael Gutierrez. Formas híbridas
8. Alberto Giordano – A senha dos solitários

È escritor, crítico e editor de livros. Doutor em literatura pela PUC-Rio com pós-doutorado em teoria literária pelo IEL-Unicamp, atua como âncora, comentarista e crítico literário da rádio CBN e consultor editorial da DBA Literatura. Foi editor da Globo Livros e colabora com o jornal Valor Econômico. É autor das coletâneas de poemas A arte de andar por aí sem portar um celular, Encenações para uma novela russa, o plaquete Febre no Leblon, e diversas obras para os públicos infantil e infanto-juvenil. Sua obra mais recente é A ilha do silêncio: terror e genocídio na Terra do Fogo (Editora Fósforo), mescla de ensaio, relato de viagem e investigação histórica sobre Dawson, ilha no extremo sul chileno.