às terças e às quintas, das 19h às 21h
Essa imersão é destinada a pessoas que queiram iniciar, desenvolver e/ou finalizar a escrita de um romance ao longo do primeiro semestre de 2026.
4 módulos de acompanhamento de projeto + 4 módulos temáticos + o encontro com editoras.
Às terças, os estudantes participam de um ateliê de acompanhamento de projetos. Às quintas, são ministrados os módulos temáticos.
Os editores convidados falarão um pouco das linhas editoriais com que trabalham e os alunos terão a oportunidade de apresentar seus projetos desenvolvidos ao longo da imersão.
Para finalizar o seu original e colocar seu livro no mundo.
(clique para conferir os detalhes)
Paralelamente aos módulos temáticos, teremos, às terças-feiras, das 19h às 21h, os módulos de acompanhamento de projetos. Ao longo de todo o curso, as/os participantes serão acompanhados em seus projetos em um ateliê de escrita. Os ministrantes dos módulos de acompanhamento de escrita são Evandro Cruz Silva (março), Paloma Franca Amorim (abril), Veronica Stigger (maio) e Lilian Sais (junho).
Essa atividade é um espaço para testar o texto, saber o que funciona e ver saídas para o que não funciona, tendo como horizonte a publicação. A prática consiste na leitura de trechos dos romances das/dos participantes (entre 5 e 15 páginas por projeto) para, em seguida, discutirmos soluções, caminhos de trabalho e referências para o desenvolvimento de projetos de escrita de cada pessoa.
Além dos ministrantes, a ideia é que a própria turma interfira com seus comentários e sugestões, uma vez que entendemos que há um processo de aprendizado que nasce do ato de ler e de comentar textos dos colegas. Cada participante apresentará seu projeto 4 vezes ao longo do percurso, ou seja, uma vez por módulo/ministrante.
Temos como objetivo estabelecer a escrita de cada autora/autor individualmente, de acordo com seus interesses e projetos estéticos, e compreender o trabalho de edição como um dos pilares do processo criativo.

É sociólogo e escritor. Foi um dos vencedores do prêmio nacional de ensaísmo da revista serrote em 2020, selecionado para o Forbes Under 30 em 2021, na categoria Artes Plásticas e Literatura e finalista do prêmio ANPOCS de melhor tese de doutorado em Ciências Sociais no Brasil em 2024. É autor do livro de contos “praia artificial” (Patuá, 2021), e da novela“A Dor Nas Costas” (Sesc, 2023). “O Embranquecimento” (2024, Patuá) é seu romance de estreia e está finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.

É escritora e professora formada em artes cênicas pela Universidade de São Paulo. Integra desde o ano de 2021 o corpo docente da Escola Livre de Teatro de Santo André. Tem três livros publicados pela Editora Alameda e prepara dois romances e um livro de contos junto as editoras DBA, Todavia e Incompleta. Em 2022 e 2023 foi da comissão de seleção do Prêmio Oceanos de literatura e do prêmio CEPE. No teatro, é autora dos espetáculos “Há Dias que Não Morro” dirigido por José Roberto Jardim, “7 Pisos” montado pelo grupo Folias, e “Boca Piu”, da cia Kaçulas, dirigido por Heraldo Firmino.

É escritora, professora, crítica de arte e curadora independente. Entre seus 14 livros de ficção publicados, estão Opisanie świata (2013), Sul (2016), Sombrio ermo turvo (2019) e Krakatoa (2024). Com Opisanie świata, seu primeiro romance, recebeu os prêmios Machado de Assis, São Paulo (autor estreante) e Açorianos (narrativa longa). Com Sul, angariou o Prêmio Jabuti. Sombrio ermo turvo, por sua vez, foi finalista dos prêmios Jabuti, Oceanos, AGEs e Minuano. Krakatoa está finalista do prêmio São Paulo de Literatura.

É poeta e romancista. Tem bacharelado em letras e mestrado e doutorado em letras clássicas, pela Universidade de São Paulo. Publicou, entre outros, os livros “Motivos para cavar a terra” (Cepe Editora, 2022), vencedor do Prêmio Cepe Nacional de Literatura, “O funeral da baleia” (Ed. Patuá, 2021), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, “O livro do figo” (poemas, Edições Macondo, 2023), semifinalista do Prêmio Oceanos, “Palavra nenhuma” (Círculo de Poemas, 2024), “A cabeça boa” (DBA Literatura, 2025) e “Diário da casa nova” (Edições Macondo, 2025).
Às quintas, das 19h-21h
Durante muito tempo a nossa literatura brasileira teve como protagonistas homens cis brancos do Sudeste, ou outros corpos que eram apresentados a partir desses pontos de vista. Estamos no tempo e na vez de ocupar as páginas dos livros contemporâneos com outros corpos, aqueles que foram e ainda são considerados monstruosos, sujos e marginais. Essa oficina objetiva dar espaço para que esses personagens que não figuraram na prosa brasileira ocupem elas com o que há de mais “sujo”, “monstruoso”, e “marginal”, porque é neles que reside a nossa verdadeira ficção.
Encontro 1: A categoria personagem
Encontro 2: Caminhos sujos pro personagem pisar
Encontro 3: O protagonismo de corpos monstruosos
Encontro 4: O que falam as personagens marginais: tom, fluxo e ritmo.

É escritora, roteirista, diretora teatral e professora de escrita criativa de Sergipe. Publicou os livros 10 Afetos (2017), Bolor (2017), +10 Afetos (2021), e seu primeiro romance Mariconas (2024). Atualmente desenvolve seu segundo romance Rua da Frente, com o apoio do edital Rumos Itaú 2024/25, e o projeto de longa Estou Aqui a te esperar (2023) que participou dos laboratórios Casa da Praia Lab (2023) e Sesc Argumenta (2023). Desde 2016 oferta oficinas de escrita criativa e de Dramaturgia. Com a oficina Poéticas do Afeto: escritos para o fim do mundo circulou pelo Arte da Palavra (2023). Promove o curso Levantando a Casa, com duração de 4 meses para desenvolvimento de projetos literários dos participantes. Atua na direção e dramaturgia do Grupo de Teatro A Tua Lona desde 2010.
O conceito de autoficção não está bem estabelecido no cenário crítico dos estudos literários. Temos, então, uma excelente oportunidade de leitura, investigação e debate. Neste curso vamos ler diferentes romances de autoficção, situá-los, compará-los, inquiri-los sobre suas intenções éticas e estéticas para, assim, avançar algumas questões dentro dessa nebulosa teórica. Alguns problemas podem ser vislumbrados de antemão: a confusão do gênero com a autobiografia, e em termos mais amplos com as diversas escritas do eu; a relação conflituosa e ambígua entre realidade e ficção na contemporaneidade; teremos de encarar ainda o fato de que a autoficção recoloca a dicotomia forma/conteúdo; e outras questões estéticas surgem com novas estilizações e funções a exemplo da fragmentação, da metalinguagem e da intertextualidade; será importante também buscarmos compreender a diferença entre autoficção, literatura de teor testemunhal e escrevivência (Conceição Evaristo).
Encontro 1: O conceito de autoficção
Encontro 2: Realidade e ficção na contemporaneidade
Encontro 3: Caminhos da escrita de si
Encontro 4: Leitura dos textos produzidos pela turma.

É professora adjunta de Teoria Literária na Faculdade de Letras da UFG. Participa do grupo interinstitucional Crítica e Tradução do Exílio (registrado em Poéticas do Devir com a Profa Dra Alice Maria de Araújo Ferreira – UNB). Como escritora, é autora de Sentimentos Carimbados (2020), Coisas que máquinas não podem fazer (2021) e de A mulher que nasceu sem metafísica (2022). Participa da coordenação do Centro de Formação e Apoio Linguístico e Literário Maria Firmina dos Reis – FL/UFG. Recentemente, concluiu sua pesquisa de pós-doutoramento na Universidad de San Andrés (Buenos Aires-Argentina) sobre a violência contra as mulheres na literatura brasileira.
Os encontros se dedicam a investigar o insólito na literatura como um recurso que rompe expectativas, desloca a lógica do real e abre espaço para novas possibilidades narrativas. Em quatro encontros, exploraremos como o insólito, o estranho e o improvável se manifestam na relação com tempo, espaço, personagens e voz narrativa, utilizando leituras de apoio para iluminar discussões e experimentações.
A cada encontro, discutiremos estratégias de criação a partir de textos de autores como Andrea Jeftanovic, Reginaldo Pujol Filho, Marcelo Labes, Marina Monteiro, Ágora Kristoff, e realizaremos exercícios de escrita que serão também discutidos em sala.
Encontro 1: O insólito como ruptura
Leitura de textos de apoio e exercícios de escrita breve a partir da quebra da lógica cotidiana.
Encontro 2: O insólito e o espaço narrativo
Discussão sobre ambientes desestabilizadores; exercício de criação de cenários estranhos.
Encontro 3: O insólito no tempo e nos personagens
Análise de deslocamentos temporais e subjetividades inquietantes; exercício de escrita sobre personagens em situações-limite.
Encontro 4: O insólito como ponto de partida para a criação literária
Leitura de apoio, escrita de um conto curto e sessão de feedback coletivo.

Nasceu em Belo Horizonte, em 1986. Seu primeiro romance, Nem sinal de asas (2020, Patuá), foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti. Em 2016, ela foi a autora residente do Festival Literário Internacional de Óbidos (FOLIO), em Portugal, quando escreveu seu segundo romance, João Maria Matilde (2022, Autêntica), também finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Sua coletânea de contos Sobre pessoas normais (2016, Patuá) foi semifinalista do prêmio Oceanos de 2017. Em 2024, lançou Vento Vazio pela Companhia das Letras.
As ideias surgem, os personagens são formados – mas como a narrativa deve ser escrita? Sob qual forma, aparência, estruturação? Como encontrar – ou formar – a estrutura de uma narrativa longa? Nesse módulo, vamos conversar sobre a forma, como planejá-la, como trabalhá-la. Partindo da estrutura “tradicional” (o que seria tradicional em um gênero que nasce sob o signo da variedade?), conversaremos sobre formas de capítulos longos e curtos, fluxos de consciência, diálogos, e sobre como o romance se molda, se adapta e aplica suas metamorfoses formais. Para tal, trabalharemos com o Lygia Fagundes Telles, Hilda Hilst, Maria Esther Maciel, Gabriel Garcia Marquez, Lourenço Murareli, Sandro Veronesi, Dostoiévski, Anne Carson, Jacyntho Lins Brandão, entre tantos.
Encontro 1: Afinal, como nasce o romance? Como pensar a forma.
Esquemas de capítulos, como planejar a escrita através da estrutura. Primeira e/ou terceira pessoa. Múltiplos narradores. Isomorfia entre a forma e conteúdo do narrado. Exercício de organização.
Encontro 2: Estudo de forma
O romance-fragmentário, o romance-dicionário, o romance-enciclopédia, o romance-de-contos, o romance em versos.
Encontro 3: Estudo de forma
O diálogo, a rede social e o telefone. Dramaturgias. Romance epistolar.
Encontro 4: Partilha das estruturas, dúvidas de estruturas e exercícios.

Nasceu e vive em Belo Horizonte. Publicou, entre narrativas longas, contos e poemas, os romances Caruncho (Impressões de Minas, 2022) vencedor do Prêmio Academia Mineira de Letras de 2023 e Duas Línguas (Zain, 2024). É fundadora e professora no projeto Estratégias Narrativas e leciona no curso de pós-graduação em Escrita Criativa da PUC-Minas.
Em julho, será organizado um encontro com editores de diferentes casas editoriais, também online, via Zoom, com duração de 3h. Os editores convidados falarão um pouco das linhas editoriais com quem trabalham e os alunos terão a oportunidade de apresentar seus projetos desenvolvidos ao longo da imersão.
Conheça os editores participantes dessa sessão de pitch:

Trabalha há mais de 20 anos no mercado editorial. É editora e foi curadora das Flips de 2024 e 2025.

É formada em Literatura e Comunicação pela Universidade Loyola de Chicago (EUA) e pela Universidade de Leeds (Inglaterra). Iniciou sua carreira editorial na Curbside Splendor, editora independente de Chicago, e trabalhou na Farrar, Straus & Giroux (FSG), em Nova York. Após retornar ao Brasil, em 2021 Ana Luiza se juntou à equipe da Fósforo, onde é coordenadora de direitos autorais e aquisições. Representa a editora em feiras internacionais, vendendo os direitos de livros nacionais ao exterior e prospectando títulos para publicação no Brasil.

É editora executiva da Companhia das Letras, onde começou sua carreira como estagiária, em 2015. Trabalha com ficção literária e não ficção narrativa de autores nacionais e estrangeiros. É formada em jornalismo pela USP.

É gerente editorial da DBA Literatura, selo literário da DBA Editora. Com MBA em Marketing e passagem por editoras como Intrínseca, Record e Planeta, alia experiência em comunicação, estratégia e editoração. Hoje atua em todas as etapas do processo — da prospecção de obras e negociação de direitos à produção, tradução, divulgação e participação em festivais. À frente de um catálogo que reúne clássicos esquecidos e vozes contemporâneas de diferentes países, Luiza trabalha para conectar a literatura brasileira ao cenário global e trazer ao Brasil obras que desafiam convenções e expandem horizontes de leitura.

É jornalista e doutor em teoria literária. Foi editor do Suplemento Pernambuco e atua como curador de eventos como A Bienal do Livro de Pernambuco (2015, 2017, 2019, 2021 e 2023) e Bienal do Livro da Bahia (2022 e 2024). Atualmente é editor na Autêntica, crítico literário e editor do suplemento A mantiqueira.
(clique para conferir os detalhes)
Paralelamente aos módulos temáticos, teremos, às terças-feiras, das 19h às 21h, os módulos de acompanhamento de projetos. Ao longo de todo o curso, as/os participantes serão acompanhados em seus projetos em um ateliê de escrita. Os ministrantes dos módulos de acompanhamento de escrita são Evandro Cruz Silva (março), Paloma Franca Amorim (abril), Veronica Stigger (maio) e Lilian Sais (junho).
Essa atividade é um espaço para testar o texto, saber o que funciona e ver saídas para o que não funciona, tendo como horizonte a publicação. A prática consiste na leitura de trechos dos romances das/dos participantes (entre 5 e 15 páginas por projeto) para, em seguida, discutirmos soluções, caminhos de trabalho e referências para o desenvolvimento de projetos de escrita de cada pessoa.
Além dos ministrantes, a ideia é que a própria turma interfira com seus comentários e sugestões, uma vez que entendemos que há um processo de aprendizado que nasce do ato de ler e de comentar textos dos colegas. Cada participante apresentará seu projeto 4 vezes ao longo do percurso, ou seja, uma vez por módulo/ministrante.
Temos como objetivo estabelecer a escrita de cada autora/autor individualmente, de acordo com seus interesses e projetos estéticos, e compreender o trabalho de edição como um dos pilares do processo criativo.

É sociólogo e escritor. Foi um dos vencedores do prêmio nacional de ensaísmo da revista serrote em 2020, selecionado para o Forbes Under 30 em 2021, na categoria Artes Plásticas e Literatura e finalista do prêmio ANPOCS de melhor tese de doutorado em Ciências Sociais no Brasil em 2024. É autor do livro de contos “praia artificial” (Patuá, 2021), e da novela“A Dor Nas Costas” (Sesc, 2023). “O Embranquecimento” (2024, Patuá) é seu romance de estreia e está finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.

É escritora e professora formada em artes cênicas pela Universidade de São Paulo. Integra desde o ano de 2021 o corpo docente da Escola Livre de Teatro de Santo André. Tem três livros publicados pela Editora Alameda e prepara dois romances e um livro de contos junto as editoras DBA, Todavia e Incompleta. Em 2022 e 2023 foi da comissão de seleção do Prêmio Oceanos de literatura e do prêmio CEPE. No teatro, é autora dos espetáculos “Há Dias que Não Morro” dirigido por José Roberto Jardim, “7 Pisos” montado pelo grupo Folias, e “Boca Piu”, da cia Kaçulas, dirigido por Heraldo Firmino.

É escritora, professora, crítica de arte e curadora independente. Entre seus 14 livros de ficção publicados, estão Opisanie świata (2013), Sul (2016), Sombrio ermo turvo (2019) e Krakatoa (2024). Com Opisanie świata, seu primeiro romance, recebeu os prêmios Machado de Assis, São Paulo (autor estreante) e Açorianos (narrativa longa). Com Sul, angariou o Prêmio Jabuti. Sombrio ermo turvo, por sua vez, foi finalista dos prêmios Jabuti, Oceanos, AGEs e Minuano. Krakatoa está finalista do prêmio São Paulo de Literatura.

É poeta e romancista. Tem bacharelado em letras e mestrado e doutorado em letras clássicas, pela Universidade de São Paulo. Publicou, entre outros, os livros “Motivos para cavar a terra” (Cepe Editora, 2022), vencedor do Prêmio Cepe Nacional de Literatura, “O funeral da baleia” (Ed. Patuá, 2021), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, “O livro do figo” (poemas, Edições Macondo, 2023), semifinalista do Prêmio Oceanos, “Palavra nenhuma” (Círculo de Poemas, 2024), “A cabeça boa” (DBA Literatura, 2025) e “Diário da casa nova” (Edições Macondo, 2025).
Às quintas, das 19h-21h
Durante muito tempo a nossa literatura brasileira teve como protagonistas homens cis brancos do Sudeste, ou outros corpos que eram apresentados a partir desses pontos de vista. Estamos no tempo e na vez de ocupar as páginas dos livros contemporâneos com outros corpos, aqueles que foram e ainda são considerados monstruosos, sujos e marginais. Essa oficina objetiva dar espaço para que esses personagens que não figuraram na prosa brasileira ocupem elas com o que há de mais “sujo”, “monstruoso”, e “marginal”, porque é neles que reside a nossa verdadeira ficção.
Encontro 1: A categoria personagem
Encontro 2: Caminhos sujos pro personagem pisar
Encontro 3: O protagonismo de corpos monstruosos
Encontro 4: O que falam as personagens marginais: tom, fluxo e ritmo.

É escritora, roteirista, diretora teatral e professora de escrita criativa de Sergipe. Publicou os livros 10 Afetos (2017), Bolor (2017), +10 Afetos (2021), e seu primeiro romance Mariconas (2024). Atualmente desenvolve seu segundo romance Rua da Frente, com o apoio do edital Rumos Itaú 2024/25, e o projeto de longa Estou Aqui a te esperar (2023) que participou dos laboratórios Casa da Praia Lab (2023) e Sesc Argumenta (2023). Desde 2016 oferta oficinas de escrita criativa e de Dramaturgia. Com a oficina Poéticas do Afeto: escritos para o fim do mundo circulou pelo Arte da Palavra (2023). Promove o curso Levantando a Casa, com duração de 4 meses para desenvolvimento de projetos literários dos participantes. Atua na direção e dramaturgia do Grupo de Teatro A Tua Lona desde 2010.
O conceito de autoficção não está bem estabelecido no cenário crítico dos estudos literários. Temos, então, uma excelente oportunidade de leitura, investigação e debate. Neste curso vamos ler diferentes romances de autoficção, situá-los, compará-los, inquiri-los sobre suas intenções éticas e estéticas para, assim, avançar algumas questões dentro dessa nebulosa teórica. Alguns problemas podem ser vislumbrados de antemão: a confusão do gênero com a autobiografia, e em termos mais amplos com as diversas escritas do eu; a relação conflituosa e ambígua entre realidade e ficção na contemporaneidade; teremos de encarar ainda o fato de que a autoficção recoloca a dicotomia forma/conteúdo; e outras questões estéticas surgem com novas estilizações e funções a exemplo da fragmentação, da metalinguagem e da intertextualidade; será importante também buscarmos compreender a diferença entre autoficção, literatura de teor testemunhal e escrevivência (Conceição Evaristo).
Encontro 1: O conceito de autoficção
Encontro 2: Realidade e ficção na contemporaneidade
Encontro 3: Caminhos da escrita de si
Encontro 4: Leitura dos textos produzidos pela turma.

É professora adjunta de Teoria Literária na Faculdade de Letras da UFG. Participa do grupo interinstitucional Crítica e Tradução do Exílio (registrado em Poéticas do Devir com a Profa Dra Alice Maria de Araújo Ferreira – UNB). Como escritora, é autora de Sentimentos Carimbados-2020, Coisas que máquinas não podem fazer – 2021 e do livro A mulher que nasceu sem metafísica, 2022). Participa da coordenação do Centro de Formação e Apoio Linguístico e Literário Maria Firmina dos Reis – FL/UFG. Recentemente, concluiu sua pesquisa de pós-doutoramento na Universidad de San Andrés (Buenos Aires-Argentina) sobre a violência contra as mulheres na literatura brasileira.
Os encontros se dedicam a investigar o insólito na literatura como um recurso que rompe expectativas, desloca a lógica do real e abre espaço para novas possibilidades narrativas. Em quatro encontros, exploraremos como o insólito, o estranho e o improvável se manifestam na relação com tempo, espaço, personagens e voz narrativa, utilizando leituras de apoio para iluminar discussões e experimentações.
A cada encontro, discutiremos estratégias de criação a partir de textos de autores como Andrea Jeftanovic, Reginaldo Pujol Filho, Marcelo Labes, Marina Monteiro, Ágora Kristoff, e realizaremos exercícios de escrita que serão também discutidos em sala.
Encontro 1: O insólito como ruptura
Leitura de textos de apoio e exercícios de escrita breve a partir da quebra da lógica cotidiana.
Encontro 2: O insólito e o espaço narrativo
Discussão sobre ambientes desestabilizadores; exercício de criação de cenários estranhos.
Encontro 3: O insólito no tempo e nos personagens
Análise de deslocamentos temporais e subjetividades inquietantes; exercício de escrita sobre personagens em situações-limite.
Encontro 4: O insólito como ponto de partida para a criação literária
Leitura de apoio, escrita de um conto curto e sessão de feedback coletivo.

Nasceu em Belo Horizonte, em 1986. Seu primeiro romance, Nem sinal de asas (2020, Patuá), foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti. Em 2016, ela foi a autora residente do Festival Literário Internacional de Óbidos (FOLIO), em Portugal, quando escreveu seu segundo romance, João Maria Matilde (2022, Autêntica), também finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Sua coletânea de contos Sobre pessoas normais (2016, Patuá) foi semifinalista do prêmio Oceanos de 2017. Em 2024, lançou Vento Vazio pela Companhia das Letras.
As ideias surgem, os personagens são formados – mas como a narrativa deve ser escrita? Sob qual forma, aparência, estruturação? Como encontrar – ou formar – a estrutura de uma narrativa longa? Nesse módulo, vamos conversar sobre a forma, como planejá-la, como trabalhá-la. Partindo da estrutura “tradicional” (o que seria tradicional em um gênero que nasce sob o signo da variedade?), conversaremos sobre formas de capítulos longos e curtos, fluxos de consciência, diálogos, e sobre como o romance se molda, se adapta e aplica suas metamorfoses formais. Para tal, trabalharemos com o Lygia Fagundes Telles, Hilda Hilst, Maria Esther Maciel, Gabriel Garcia Marquez, Lourenço Murareli, Sandro Veronesi, Dostoiévski, Anne Carson, Jacyntho Lins Brandão, entre tantos.
Encontro 1: Afinal, como nasce o romance? Como pensar a forma.
Esquemas de capítulos, como planejar a escrita através da estrutura. Primeira e/ou terceira pessoa. Múltiplos narradores. Isomorfia entre a forma e conteúdo do narrado. Exercício de organização.
Encontro 2: Estudo de forma
O romance-fragmentário, o romance-dicionário, o romance-enciclopédia, o romance-de-contos, o romance em versos.
Encontro 3: Estudo de forma
O diálogo, a rede social e o telefone. Dramaturgias. Romance epistolar.
Encontro 4: Partilha das estruturas, dúvidas de estruturas e exercícios.

Nasceu e vive em Belo Horizonte. Publicou, entre narrativas longas, contos e poemas, os romances Caruncho (Impressões de Minas, 2022) vencedor do Prêmio Academia Mineira de Letras de 2023 e Duas Línguas (Zain, 2024). É fundadora e professora no projeto Estratégias Narrativas e leciona no curso de pós-graduação em Escrita Criativa da PUC-Minas.
Em julho, será organizado um encontro com editores de diferentes casas editoriais, também online, via Zoom, com duração de 3h. Os editores convidados falarão um pouco das linhas editoriais com quem trabalham e os alunos terão a oportunidade de apresentar seus projetos desenvolvidos ao longo da imersão.
Conheça os editores participantes dessa sessão de pitch:

Trabalha há mais de 20 anos no mercado editorial. É editora e foi curadora das Flips de 2024 e 2025.

É formada em Literatura e Comunicação pela Universidade Loyola de Chicago (EUA) e pela Universidade de Leeds (Inglaterra). Iniciou sua carreira editorial na Curbside Splendor, editora independente de Chicago, e trabalhou na Farrar, Straus & Giroux (FSG), em Nova York. Após retornar ao Brasil, em 2021 Ana Luiza se juntou à equipe da Fósforo, onde é coordenadora de direitos autorais e aquisições. Representa a editora em feiras internacionais, vendendo os direitos de livros nacionais ao exterior e prospectando títulos para publicação no Brasil.

É editora executiva da Companhia das Letras, onde começou sua carreira como estagiária, em 2015. Trabalha com ficção literária e não ficção narrativa de autores nacionais e estrangeiros. É formada em jornalismo pela USP.

É gerente editorial da DBA Literatura, selo literário da DBA Editora. Com MBA em Marketing e passagem por editoras como Intrínseca, Record e Planeta, alia experiência em comunicação, estratégia e editoração. Hoje atua em todas as etapas do processo — da prospecção de obras e negociação de direitos à produção, tradução, divulgação e participação em festivais. À frente de um catálogo que reúne clássicos esquecidos e vozes contemporâneas de diferentes países, Luiza trabalha para conectar a literatura brasileira ao cenário global e trazer ao Brasil obras que desafiam convenções e expandem horizontes de leitura.

É jornalista e doutor em teoria literária. Foi editor do Suplemento Pernambuco e atua como curador de eventos como A Bienal do Livro de Pernambuco (2015, 2017, 2019, 2021 e 2023) e Bienal do Livro da Bahia (2022 e 2024). Atualmente é editor na Autêntica, crítico literário e editor do suplemento A mantiqueira.








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